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	<title>Caroline Borja</title>
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		<title>Desastres naturais que podem assolar o Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 20:14:37 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja Um lugar sem terremotos, furacões, vulcões nem tsunamis. Até pouco tempo, o Brasil ostentava uma fama de paraíso terrestre. Mas esse suposto Éden está revelando um lado nada tranqülio. Um sinal de preocupação veio do tremor do último dia 22 de abril, que atingiu 5.2 na escala Richter e foi sentido em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=38&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Por Caroline Borja</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Um lugar sem terremotos, furacões, vulcões nem tsunamis. Até pouco tempo, o Brasil ostentava uma fama de paraíso terrestre. Mas esse suposto Éden está revelando um lado nada tranqülio. Um sinal de preocupação veio do tremor do último dia 22 de abril, que atingiu 5.2 na escala Richter e foi sentido em quatro estados, atingindo áreas litorâneas e parte do interior. Segundo especialistas, esse é apenas um dos fenômenos naturais aos quais o Brasil está sujeito. Essas terras, onde hoje se vêem furacões e terremotos, já sofreu até tsunami segundo registros históricos.</span></p>
<p style="font-weight:bold;margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Tsunami</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">A onda gigante teria ocorrido em 1542, na Vila de São Vicente, ocasião em que o mar teria avançado 300 metros terra adentro. Essa história esteve nos debates da 57a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e já foi publicada em diversos periódicos científicos. Por isso, de acordo com os registros da SBPC, as primeiras igrejas de São Vicente, mergulhadas no oceano, hoje só podem ser vistas com equipamento de mergulho. Elas seriam um vestígio do vagalhão que atingiu o litoral paulista no século XV.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:center;"><span style="font-size:x-small;"><img src="http://www.labjor.unicamp.br/midiaciencia/IMG/jpg/desastres_carlos_fabra.jpg" alt="" /><br />
</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:center;"><span style="font-size:xx-small;">Pintor Carlos Fabra retrata o suposto tsunami que teria invadido a Vila de São Vicente em 1542.<br />
Fonte: http://www.novomilenio.inf.br.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Para o físico Carlos França, do Instituto Oceanográfico da USP, a possibilidade de ocorrerem tsunamis destrutivos na costa brasileira é muito remota &#8211; mas não impossível. Segundo ele, ocorrem tsunamis de pequena amplitude na costa brasileira, que às vezes são detectados. “Tsunamis são ondas causadas por movimentos tectônicos (terremotos, deslizamentos de terra, explosões vulcânicas) no oceano ou nas proximidades”, diz. “Há também a possibilidade de que geleiras se desprendam do continente e, caindo no oceano, causem tsunamis”, completa. Mas a costa do Brasil está no centro da placa tectônica sul-americana, explica ele, e, por isso, a atividade tectônica aqui é pequena.</span></p>
<p style="font-weight:bold;margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Vulcões</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Já os vulcões brasileiros são, de fato, vestígios de um passado distante e não mais representam uma ameaça. Ironicamente, a região que hoje o Brasil ocupa foi a primeira do planeta a apresentar atividades vulcânicas. Com cerca 1,9 bilhões de anos, os vulcões da Amazônia são os mais antigos reconhecidos no mundo, conforme revela um dos seus descobridores, o geólogo Caetano Juliani, do Instituto de Geociências da USP. Juliani conta que os vestígios desses vulcões, cuja atividade foi uma das mais importantes do planeta na época, cobre mais de 1.100.000 km2.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Mas, segundo o geólogo, esses vulcões jamais voltarão à atividade, pois o seu ciclo geológico de vida se extinguiu há uns 1,85 bilhões de anos. “Isso porque eles foram gerados num processo de subduçcão (quando uma placa tectônica entra por baixo da outra) que terminou com a colisão de dois continentes; ou seja, não há mais movimentos”, diz. E os extintos vulcões brasileiros excedem os limites da Amazônia. “Estamos identificando restos de pelo menos mais uns quatro ou cinco na região de São Felix do Xingu, Pará”, revela Juliani.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Já furacões e ciclones são ameaças reais. O furacão Catarina, que se formou a 400 km da costa sul do Brasil, atingiu o país em 2004. Para o físico Reinaldo Haas, dos Laboratórios de Engenharia de Processos de Conversão e Tecnologia de Energia (LEPTEN) da Universidade Federal de Santa Catarina, esse fenômeno pode estar ou não ligado às mudanças climáticas &#8211; quando o Catarina se formou, havia águas muito quentes do Oceano Atlântico na Antártida.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Quando se trata de ciclones e tornados, Haas conta que, desde os anos 70 e 80, os eventos severos têm aumentado em freqüência e intensidade no Brasil. Para ele, uma das razões pode ser a posição do anticiclone do Atlântico Sul, localizado hoje mais a oeste do que na primeira metade do século XX. O anticiclone é uma zona de alta pressão em que os ventos giram no sentido anti-horário. Haas aponta também o aquecimento global com elevação da umidade &#8211; que explica as temperaturas noturnas mínimas maiores, verificadas nos últimos anos &#8211; e a poluição, sobretudo a das queimadas, que parece estar agindo nas nuvens da região sul. “Esta última é uma hipótese, pois temos feito medidas com chuva, que tem apresentado fuligem de queimadas”, diz.</span></p>
<p style="margin-bottom:0;font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Publicado na ComCiência em 26/05/2008</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/38/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/38/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/38/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/38/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/38/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=38&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Toxina da cascavel pode funcionar como tônico muscular</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 20:03:12 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja Poderoso analgésico, anti-tumores, transportadora de medicamentos e agora também tônico muscular. Mais um item se soma à lista de propriedades da crotamina, uma toxina do veneno da cascavel. É o que constatou a toxinologista Saraguaci Hernandez Oliveira, através de um trabalho de pós-doutorado que conta com o apoio da Fundação de Amparo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=35&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Por Caroline Borja</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Poderoso analgésico, anti-tumores, transportadora de medicamentos e agora também tônico muscular. Mais um item se soma à lista de propriedades da crotamina, uma toxina do veneno da cascavel. É o que constatou a toxinologista Saraguaci Hernandez Oliveira, através de um trabalho de pós-doutorado que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Sob a supervisão da farmacologista Léa Rodrigues Simioni, do Departamento de Farmacologia da Unicamp, Saraguaci verificou o aumento da força muscular esquelética produzido pela crotamina em ratos vivos. Esse efeito se manifestou também em músculos esqueléticos isolados de camundongos e foi capaz de reverter até mesmo a paralisia provocada pela tubocurarina, um potente relaxante muscular.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Uma das possíveis aplicações da crotamina seria servir de modelo para a síntese de medicamentos que aumentariam a força de pacientes acometidos por doenças que causam fraqueza muscular &#8211; como a miastenia gravis. Por isso, Saraguaci teve de avaliar também a toxicidade da substância. “A dose em que a crotamina aumentou a força nos ratos foi muito menor do que aquela em que a toxina foi letal para os animais”, diz a pesquisadora. Apesar das espectativas, por enquanto, Saraguaci demonstrou a ação tônica da crotamina apenas em animais normais. O próximo passo da pesquisadora é testar a ação da toxina em animais com miastenia gravis. Para isso, ela produziu em laboratório ratos miastênicos.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Isso só é possível porque já se sabe que a miastenia gravis é uma doença auto-imune, isto é, o organismo dos portadores da doença (miastênicos) produz anticorpos que atacam e danificam certas proteínas do corpo &#8211; os receptores nicotínicos &#8211; elementos essenciais na sinapse (comunicação) entre o nervo e o músculo. Sem esses receptores, ocorre fraqueza e paralisa muscular. Por essa razão, Saraguaci imunizou ratos com receptores nicotínicos. Ao injetar pequenas quantidades desses receptores nos animais, a pesquisadora fez com que seus organismos desenvolvessem anticorpos contra eles. Depois de algum tempo, os anticorpos reconheceram e atacaram também os receptores previamente existentes no corpo dos ratos, imitando, assim, a miastenia gravis em humanos.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Se a crotamina for capaz de aumentar a força dos ratos miastênicos, ela poderá ser apontada como um modelo para a fabricação de medicamentos alternativos para combater os sintomas da doença. Embora já existam medicamentos para esse fim, eles produzem diversos efeitos colaterais que atingem os pacientes mais sensíveis. Isso acontece porque os medicamentos disponíveis atuam de modo indesejável em vários locais do corpo.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">A pesquisadora revelou que pretende ainda avaliar se a crotamina melhora o desempenho dos ratos miastênicos enquanto eles se exercitam em esteiras. Os portadores da doença costumam apresentar fraqueza muscular quando se submetem a exercícios físicos. E como a crotamina é danosa às células musculares, Saraguaci vai verificar também a relação entre a dose tóxica e a dose terapêutica (tônica).</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">A crotamina é famosa por exibir diversas propriedades de interesse médico. Além de ter sido considerada um analgésico mais potente que a morfina, recentemente foi apontada como uma inibidora da formação de tumores e transportadora de agentes ao interior das células.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Publicado na ComCiência em 28/04/2008.</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/35/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/35/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=35&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Novas aplicações para o veneno da jararaca</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 20:01:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja A maioria dos hipertensos não sabe, mas o captopril &#8211; cujo nome comercial é capoten &#8211; foi desenvolvido a partir de uma substância encontrada no veneno da jararaca brasileira. Comercializado desde os anos 70, ele ainda é o medicamento para pressão alta mais usado no mundo. E as jaracacas continuam revelando componentes, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=33&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Por Caroline Borja</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">A maioria dos hipertensos não sabe, mas o captopril &#8211; cujo nome comercial é capoten &#8211; foi desenvolvido a partir de uma substância encontrada no veneno da jararaca brasileira. Comercializado desde os anos 70, ele ainda é o medicamento para pressão alta mais usado no mundo. E as jaracacas continuam revelando componentes, cujo isolamento, caracterização química e utilidade são objetos de estudo. Exemplos são os pesquisadores do Departamento de Farmacologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que têm se dedicado à busca de substâncias presentes nesses venenos cuja atividade possa ser útil para o entendimento da fisiologia e para a descoberta de novos medicamentos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Usando técnicas bioquímicas e músculos isolados de camundongos e aves, a farmacêutica Priscila Randazzo e a fisioterapeuta Charlene Galbiatti estudam as características químicas e os efeitos biológicos de toxinas isoladas de venenos de duas espécies de jararacas (<span style="font-style:italic;">Bothrops pauloensis</span> e <span style="font-style:italic;">Bothrops marajoensis</span>). As pesquisadoras encontraram duas novas toxinas, Bp-12 e B-maj9, que paralisam os músculos dos animais. Segundo elas, os resultados indicam que as toxinas interferem na transmissão do impulso nervoso para o músculo e também afetam o tecido muscular.<br />
</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Do ponto de vista clínico, o veneno da jararaca não é considerado paralisante. No Brasil, essa ação é atribuída apenas a dois gêneros de serpentes: coral e cascavel. Por outro lado, Randazzo e Galbiatti explicam que toxinas de venenos que não se manifestam clinicamente podem servir de modelo para a síntese de novos medicamentos e também para ajudar a compreender como funciona o organismo e o mecanismo de ação dos venenos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Esse objetivo foi atingido pela pesquisadora Léa Rodrigues Simioni, pioneira no estudo da ação paralisante das jararacas e coordenadora das pesquisas desenvolvidas por Randazzo e Galbiatti. Contrariando as expectativas de quem acreditava que a ação paralisante era exclusividade de cascavel e coral, Simioni confirmou experimentalmente na década de 80 o mesmo efeito no veneno de uma jararaca (<span style="font-style:italic;">Bothrops jararacussu</span>) e dele isolou a toxina responsável pelo efeito. A colaboração com outros pesquisadores permitiu a caracterização química do componente paralisante, que foi denominado bothropstoxina e se tornou uma das mais importantes ferramentas (auxiliares) de pesquisa. Ela é utilizada por pesquisadores de outros países no entendimento dos mecanismos de toxicidade dos envenenamentos e da própria fisiologia geral.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">O efeito terapêutico é também uma das perspectivas do estudo das toxinas, lembra Galbiatti. Exemplo disso é a toxina botulínica, famosa por seu nome comercial “Botox”, usada para tratar doenças e até como cosmético, suavizando rugas. Embora seja uma toxina de origem bacteriana, as propriedades terapêuticas e cosméticas da Botox também se devem à habilidade de impedir a transmissão do impulso nervoso para o músculo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Porém, do ponto de vista terapêutico, o grande inconveniente das toxinas de venenos de serpentes é o dano que muitas delas causam no tecido muscular. É o caso da Bp-12, toxina estudada por Randazzo em sua tese de doutorado, que está em fase final. Mas isso, segundo as pesquisadoras, não exclui a toxina de possíveis aplicações. Afinal, a mesma ciência que revela propriedades de aplicação em medicina, investiga as origens dos efeitos tóxicos e as condições em que eles se manifestam. Isso permite que ela própria, a ciência, encontre meios de controlar ou anular os efeitos indesejáveis.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;"><span style="font-family:Verdana;"><span style="font-size:x-small;">Publicado na ComCiência em 03/04/2008.</span></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/33/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/33/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/33/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/33/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/33/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=33&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Trabalhadores de cana à margem do setor produtivo</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2008 19:56:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolineborja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja Num país de tantos contrastes, não é de se estranhar que a expansão do setor sucro-alcooleiro se dê às custas dos cortadores de cana. Uma revisão da literatura científica publicada na Revista de Saúde Pública revela os riscos à saúde associados à queima da cana a que estão sujeitos esses trabalhadores, que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=30&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Por Caroline Borja</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Num país de tantos contrastes, não é de se estranhar que a expansão do setor sucro-alcooleiro se dê às custas dos cortadores de cana. Uma revisão da literatura científica publicada na <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0034-89102008005000009&amp;lng=pt&amp;nrm=isso" target="_blank">Revista</a> de Saúde Pública revela os riscos à saúde associados à queima da cana a que estão sujeitos esses trabalhadores, que agora se vêem ameaçados também pela substituição da queima pela colheita mecanizada. A nova ameaça é o desemprego.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Segundo o estudo, as partículas e os gases emitidos na queima &#8211; entre eles, o cancerígeno benzopireno &#8211; têm efeitos negativos sobre a saúde. Os trabalhadores dos canaviais e a população do entorno são as principais vítimas dessa poluição. As partículas geradas podem penetrar rapidamente nas vias respiratórias e nelas se depositar. Durante exercício físico – neste caso, o trabalho nos canaviais –, em função da maior ventilação pulmonar, o total de partículas depositadas pode aumentar quatro a cinco vezes, e a maioria consegue atingir a corrente sanguínea. Os idosos e os portadores de diabetes e de doenças coronárias e pulmonares correm maior risco.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">A queima serve para eliminar a palha e facilitar a colheita manual da cana ou reduzir seu volume. Essa prática aumentou com a expansão do setor sucro-alcooleiro no Brasil, que representou a construção de mais de cem novas usinas, tudo isso graças à ampliação da participação do álcool na matriz energética. Segundo o artigo, no Brasil – que é o maior produtor e exportador mundial de álcool – a produção de cana-de-açúcar atingiu 436,8 milhões de toneladas na safra 2005/2006. O Estado de São Paulo contribui com cerca de 60% desse montante.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Mas, nos canaviais paulistas, a queima da palha da cana está com os dias contados. A lei estadual 11241 de 2002 determinou a eliminação gradual da queima, que deve ser completamente substituída pelas colheitadeiras (colheita mecânica) até 2031. Porém, segundo a autora do estudo, a geógrafa Helena Ribeiro, professora do Departamento de Saúde Ambiental da USP, o uso da colheitadeira traz alguns problemas. “Seu custo elevado (quase um milhão de reais) torna mais complicada sua adoção por proprietários menores e menos capitalizados”, diz ela. Ribeiro acrescenta que a colheitadeira tomba com certa facilidade em terrenos com maior declividade e não elimina o excesso de palha que, mesmo se usada como combustível em usinas, eleva o custo de transporte e, se for deixada no campo, dificulta a germinação da cana. A geógrafa explica ainda que, sem a queima, a cana fica mais susceptível a pragas e doenças.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Para Ribeiro, a eliminação da queima e a substituição pela colheitadeira gerariam ainda muito desemprego no campo e nas pequenas cidades onde a população vive da cana. “Por isso, a lei previu um processo gradual, concomitante com uma capacitação daquela mão de obra empregada na colheita. Acontece que esta capacitação não aconteceu, os novos empregos exigem conhecimento técnico e os cortadores, geralmente com baixa escolaridade, estão ficando à margem do processo produtivo”, alerta. Ribeiro conta ainda que as usinas sentem falta de trabalhadores mais qualificados e que empresários, órgãos de classe e o governo teriam que oferecer cursos técnicos.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Ribeiro acredita que a falta de uma lei nacional que proíba a queima se deve à omissão da sociedade e ao imenso contingente de cortadores do nordeste do país que migram temporariamente para diferentes regiões, seguindo a safra da cana. “Estes têm uma situação ainda pior, pois passam grande parte do ano longe das suas famílias, em alojamentos segregados, exercendo um trabalho pesadíssimo e sem receber nenhum investimento em sua capacitação para que possam assumir outro trabalho”.</span></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;"><span style="font-size:x-small;">Publicado na ComCiência em 07/04/2008.</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/30/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/30/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/30/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=30&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Células-tronco de outras origens não substituem as embrionárias, diz cientista</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 16:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolineborja</dc:creator>
				<category><![CDATA[Matéria]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco da medula óssea]]></category>
		<category><![CDATA[células-tronco embrionárias]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja Enquanto o uso de células-tronco embrionárias aqui no Brasil continua proibido, nossos cientistas fazem o que podem com células-tronco de outras origens. Em um artigo publicado na revista Ciência &#38; Saúde Coletiva, o médico hematologista e doutor em cardiologia Isolmar Schettert, do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto Nacional do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=28&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Caroline Borja</p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;" class="MsoNormal"><font size="2">Enquanto o uso de células-tronco embrionárias aqui no Brasil continua proibido, nossos cientistas fazem o que podem com células-tronco de outras origens. Em um artigo publicado na revista <a target="_blank" href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-81232008000100003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso"><span style="font-style:italic;">Ciência &amp; Saúde Coletiva</span></a><span style="font-style:italic;"></span>, o médico hematologista e doutor em cardiologia Isolmar Schettert, do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Instituto Nacional do Câncer (Incor), fala do Estudo Multicêntrico Randomizado de Terapia Celular em Cardiopatias &#8211; EMRTCC. O objetivo do EMRTCC é avaliar clinicamente os benefícios da terapia com células-tronco da medula óssea em portadores de doenças cardíacas.</font></p>
<div style="text-align:justify;"></div>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;" class="MsoNormal"><font size="2">Iniciado pelos Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia, o EMRTCC é mantido através de uma parceria entre o Incor, em São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na Bahia, e a Universidade Federal e o Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, ambos do Rio de Janeiro. Para cada uma das quatro doenças cardíacas estudadas &#8211; miocardiopatia dilatada, doença isquêmica crônica, infarto agudo do miocárdio e cardiopatia chagásica (da doença de Chagas) &#8211; o EMRTCC pretende avaliar possíveis progressos obtidos em 300 pacientes. O foco da análise é a melhora da função cardíaca e da área isquêmica (na qual o suprimento sangüíneo se encontra comprometido). O estudo ainda está em andamento, mas seu término está previsto para este ano.</font></p>
<div style="text-align:justify;"></div>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;" class="MsoNormal"><font size="2">Porém, ainda que as perspectivas desse estudo sejam promissoras, as células-tronco da medula óssea não substituem as embrionárias humanas. Segundo Schrettert, as células da medula óssea podem melhorar o quadro clínico ao reduzir a inflamação e formar novos vasos sangüíneos, por exemplo. Entretanto, não há evidências de que elas sejam capazes de se transformar em células cardíacas, como fazem as células-tronco embrionárias.</font></p>
<div style="text-align:justify;"></div>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;" class="MsoNormal"><font size="2">Schrettert lembra ainda que somente estudos feitos com células-tronco embrionárias podem desvendar diversos fenômenos biológicos cuja compreensão é de suma importância para o progresso das pesquisas &#8211; como o mecanismo pelo qual uma célula se multiplica e dá origem a diferentes tecidos. “Para esse tipo de análise, não adianta se basear em modelos animais, uma vez que eles não representam de forma fidedigna o que acontece com as células humanas”, diz ele.</font></p>
<div style="text-align:justify;"></div>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;" class="MsoNormal"><font size="2">O hematologista acrescenta que, há cerca de um século, o perfil de doenças era totalmente distinto do que é hoje. Para ele, com o aumento da expectativa de vida e talvez até por evolução da espécie humana, esse perfil mudou tanto que não houve tempo para que a indústria farmacêutica se preparasse para as doenças degenerativas. Por isso, existem bem poucos tratamentos eficazes para essas doenças, que podem ocorrer em diversos tecidos, como o cardíaco, o hepático e o neural. “Tanto é que o tratamento que nós temos é o transplante: de coração, de fígado, etc”, diz Schrettert.</font></p>
<div style="text-align:justify;"></div>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;" class="MsoNormal"><font size="2">Por isso, o pesquisador critica a proibição do uso das células embrionárias. Em suas palavras, essa discussão “está sendo essencialmente dogmática e está fugindo do âmbito técnico”. “Nossa espécie está vivendo mais, aumentando muito sua expectativa de vida e em total despreparo para lidar com a situação”, diz ele. “Tornar a discussão das células-tronco embrionárias uma questão essencialmente dogmática é ver de uma forma muito parcial tudo que está se passando”, critica.</font></p>
<p style="font-family:verdana,arial,helvetica,sans-serif;text-align:justify;" class="MsoNormal"><font size="2">Publicado na ComCiência (<a href="http://www.comciencia.br/">www.comciencia.br</a>) em março de 2008</font></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/28/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/28/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/28/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/28/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/28/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=28&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O mistério das boas relações humanas</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Mar 2008 19:17:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolineborja</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[relação humana]]></category>
		<category><![CDATA[relações humanas]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja  Um estudo* que comparou casais paulistas satisfeitos e insatisfeitos com a vida conjugal revelou que &#8220;a satisfação aumenta quando há proximidade, estratégias adequadas de resolução de problemas, coesão, boa habilidade de comunicação&#8221; e quando os cônjuges estão &#8220;satisfeitos com seu status econômico&#8221; ou são praticantes da mesma crença religiosa. A ciência, nessa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=27&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Caroline Borja </p>
<p>Um estudo* que comparou casais paulistas satisfeitos e insatisfeitos com a vida conjugal revelou que &#8220;a satisfação aumenta quando há proximidade, estratégias adequadas de resolução de problemas, coesão, boa habilidade de comunicação&#8221; e quando os cônjuges estão &#8220;satisfeitos com seu status econômico&#8221; ou são praticantes da mesma crença religiosa.</p>
<p>A ciência, nessa área, é atuante, útil e indispensável, porém, de certo modo, será que as respostas para muitas das nossas perguntas nesse campo não estão dentro de nós, bem à mão? Pense apenas nisto: será que semeamos aquilo que queremos colher? Seja honesto&#8230;</p>
<p>O romance &#8220;Uma Segunda Cahnce&#8221; (Novo Século Editora, 2005) é apenas ficção, mas a dramática e conturbada trama do livro é tão comum que poderia ser uma história real. Dada a aparente veracidade das situações que vivenciam os personagens, muitos leitores me perguntaram se a obra se tratava de uma autobiografia. Não é autobiografia, mas poderia ser tanto a minha quanto a de tantos indivíduos, tão comumente mergulhados nos dilemas que facultativamente assumem. Sim, sem perceber, inventamos (criamos) muitos dos problemas que nos assolam.</p>
<p>Ora! Deveríamos ser todos experts em relações humanas. Afinal, nós nos relacionamos desde sempre, desde o ventre. Somos criados pela relação! Então, por que é tão difícil obter êxito nas relações humanas? A resposta é: não estamos dispostos a dar o que desejamos receber. O poder da mudança está em nossas mãos. Deve partir de nós. Somos o ponto de partida. E, assim como comentei no livro, &#8220;<b>o amor tem que ser causa para então ser conseqüência</b>&#8220;.</p>
<p>Amor, carinho, tolerância, respeito, paciência, condescendência, generosidade. Plante para colher. E não esqueça que o plantio requer tempo e empenho. O retorno não é imediato, mas é garantido.</p>
<p>Para todas as relações a fórmula é a mesma. Vamos considerar aqui o casamento, o namoro, a amizade, as relações entre pais e filhos e com todos os demais familiares, as relações no trabalho e/ou com prestadores de serviço, as relações com vizinhos e com aqueles com quem não se tem muita afinidade ou que não atendem às nossas expectativas. A capacidade humana de amar é infinita; pode estar apenas destreinada ou pouco estimulada.</p>
<p>Só uma coisa. Não espere que o momento se vá para então dizer que gostaria de poder voltar no tempo. Por que fazer isso o tempo todo? A hora é esta, é agora. O poder da mudança está em nossas mãos o tempo todo.</p>
<p>E que tal parar de dizer &#8220;eu queria&#8221;? Afinal, você queria ou quer? Faça e aconteça.</p>
<p>*O mencionado estudo está disponível em <a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-294X2004000300020&amp;lng=pt&amp;nrm=iso">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-294X2004000300020&amp;lng=pt&amp;nrm=iso</a></p>
<p>Texto publicado na coluna &#8220;Ciência sem Mistérios&#8221; do <a href="http://www.tudopraia.com.br/">www.tudopraia.com.br</a></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/27/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/27/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=27&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Homeopatia e alopatia &#8211; a individual e a coletiva</title>
		<link>http://carolineborja.wordpress.com/2008/03/19/homeopatia-e-alopatia-a-individual-e-a-coletiva/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 12:47:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolineborja</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja  A homeopatia é, desde 1980, uma das especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina. O que conhecemos por alopatia é a integração de cerca de cinqüenta especialidades, entre elas cardiologia, ginecologia, neurologia, pediatria, etc. Por essa razão, a alopatia é também chamada de “medicina das especialidades”. De fato, a homeopatia é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=26&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="style1">Por Caroline Borja </span></p>
<p><span class="style1">A homeopatia é, desde 1980, uma das especialidades médicas reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina. O que conhecemos por alopatia é a integração de cerca de cinqüenta especialidades, entre elas cardiologia, ginecologia, neurologia, pediatria, etc. Por essa razão, a alopatia é também chamada de “medicina das especialidades”.</p>
<p>De fato, a homeopatia é uma medicina holística, isto é, que trata o indivíduo como um todo, o que dispensaria a necessidade de ramificá-la em especialidades. Aos olhos da homeopatia, a alopatia é reducionista, uma vez que estaria reduzindo o paciente a um sistema cardiovascular ou respiratório ou gastrointestinal&#8230;</p>
<p>A literatura exibe diversos estudos científicos que buscam comprovar a eficácia da homeopatia. Esses estudos, porém, são freqüentemente criticados e questionados em seus métodos e resultados. Um exemplo clássico é o artigo publicado na Revista do Hospital das Clínicas – intitulado “Uma revisão crítica da literatura relativa aos possíveis benefícios da medicina homeopática” – por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro. No artigo, os autores concluem que “como resultado das pesquisas realizadas nos últimos anos, podemos concluir que existe ampla evidência de que a prática homeopática não é cientificamente justificável”.</p>
<p>Conclusões como essa são muito comuns quando se levam em conta estudos em que a eficácia de um dado medicamento é avaliada em grupos de pacientes – é o método alopático, que busca o medicamento coletivamente eficaz. Entretanto, em suas bases, a homeopatia se propõe a tratar cada paciente de modo individual, utilizando geralmente medicamentos diferentes para enfermidades iguais. O que determina a escolha do medicamento é a individualidade de cada paciente e suas características como um todo (corpo e mente). Sob essa ótica, torna-se inviável comprovar a eficácia da homeopatia em grupos de pacientes em que a individualidade não é um dos critérios analisados.</p>
<p>Para muitos homeopatas, submeter a homeopatia aos métodos da alopatia é descaracterizá-la e, por isso, a análise de sua eficácia deveria se limitar à observação empírica – que é aquela baseada na experiência –, à observação da evolução de cada paciente tratado pelo médico homeopata com medicamento homeopático. Afinal, ao assumir-se como empírica em razão do tratamento individual, a homeopatia seria resguardada de boa parte das críticas ferozes da corrente alopata radical que usa como argumento a falta de comprovação científica.</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/26/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/26/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/26/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/26/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/26/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=26&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vegetariano &#8211; ser ou não ser&#8230;</title>
		<link>http://carolineborja.wordpress.com/2008/03/19/vegetariano-ser-ou-nao-ser/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 12:42:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolineborja</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vegetarianismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja  Um estudo científico sobre o estado nutricional dos vegetarianos, publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia*, revelou que os vegetarianos apresentaram perfil nutricional mais adequado e menor risco para doenças crônicas, como a hipertensão arterial, diabete, dislipidemia (alta taxa de colesterol e/ou triglicérides no sangue), aterosclerose e obesidade. No estudo, não foi observado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=25&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="style1">Por Caroline Borja </span></p>
<p><span class="style1">Um estudo científico sobre o estado nutricional dos vegetarianos, publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia*, revelou que os vegetarianos apresentaram perfil nutricional mais adequado e menor risco para doenças crônicas, como a hipertensão arterial, diabete, dislipidemia (alta taxa de colesterol e/ou triglicérides no sangue), aterosclerose e obesidade. No estudo, não foi observado percentual elevado de anemia entre os vegetarianos quando comparados aos não-vegetarianos.</span><span class="style1"> </span><span class="style1">Citando várias fontes, os autores do estudo comentaram que “a relação entre alimentação e doenças em grupos específicos, como o dos vegetarianos”, tem despertado o interesse de pesquisadores, que buscam “estudar o efeito deste tipo de alimentação no controle de doenças crônicas, como no diabetes mellitus e nas doenças cardiovasculares”. Os autores explicam ainda que, “se no passado o interesse era o de evidenciar os problemas causados pela deficiência de alguns nutrientes, hoje é evidente o interesse em se estudar os benefícios para a saúde de uma alimentação estritamente de origem vegetal. Em se tratando de benefícios, alguns estudos já demonstram que este tipo de dieta pode auxiliar no controle da diabete e prevenir as doenças cardiovasculares”.</p>
<p>Segundo os autores “alguns estudos concluíram que uma dieta com baixo teor de gorduras saturadas combinada com alimentos de origem vegetal e peixe está associada a um baixo risco de mortalidade cardiovascular”. Mas não vale fritar o peixe ou prepará-lo à milanesa, o que praticamente elimina seus benefícios.</p>
<p>Baseando-se em pesquisas anteriores, os autores afirmaram que “os avanços na pesquisa em nutrição estão mudando a compreensão dos estudiosos em relação à contribuição das dietas vegetarianas para a saúde e para o desenvolvimento de doenças”, e que “é sabido que dietas vegetarianas restritivas ou desequilibradas podem determinar deficiências nutricionais, particularmente nas situações de demanda metabólica aumentada, porém as dietas vegetarianas bem equilibradas podem prevenir estas possíveis deficiências nutricionais, bem como algumas doenças crônicas”. “Assim sendo”, acrescentam os autores, “estes conhecimentos parecem ter resultado em um deslocamento do paradigma: as dietas vegetarianas estão mais associadas à saúde que à doença, contrastando com as dietas baseadas em elevado consumo de produtos de origem animal”.</p>
<p>Para fundamentar seus achados, os autores citaram ainda “estudos epidemiológicos que evidenciam uma forte associação entre uma dieta rica em vegetais e frutas e baixo risco para as doenças crônicas”. “Há diversas razões biológicas plausíveis que poderiam explicar a evidência de que o consumo de hortaliças e frutas pode retardar ou impedir o início de doenças crônicas não transmissíveis”, comentaram os pesquisadores. Segundo eles “estes alimentos são fontes de uma variedade de nutrientes, incluindo vitaminas, minerais, fibras e muitas outras classes de compostos biológicos ativos, e tais substâncias podem exercer mecanismos complementares e sobrepostos, incluindo estimulação do sistema imune, de modulação da síntese do colesterol e do metabolismo de hormônios, de redução da pressão sangüínea, e de antioxidante, de antibacteriano, e de efeitos antivirais, mecanismos de prevenção de doenças em potencial”, entre outros.</p>
<p>De acordo com seus resultados, os autores enfim concluíram que “a alimentação ‘ocidentalizada’, com excesso de proteínas e gorduras de origem animal, confere maior risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis quando comparada à alimentação vegetariana, em especial a hipertensão arterial, diabete, dislipidemia, aterosclerose e obesidade, sendo o vegetarianismo uma opção para prevenção e tratamento destes agravos”.</p>
<p></span><span class="style1">*Teixeira et al. Estado nutricional e estilo de vida em vegetarianos e onívoros &#8211; Grande Vitória &#8211; ES. Rev. bras. epidemiol., mar. 2006, vol.9, no.1, p.131-143.<br />
</span></p>
<p><span class="style1">Publicado na coluna Ciência sem Mistérios (<a href="http://www.tudopraia.com.br/">www.tudopraia.com.br</a>)</span><span class="style1"></span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/25/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/25/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/25/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/25/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/25/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=25&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cinetose – o enjôo provocado pelos movimentos</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 17:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolineborja</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação científica]]></category>
		<category><![CDATA[cinetose]]></category>
		<category><![CDATA[enjôo]]></category>
		<category><![CDATA[enjôo dos movimentos]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja  Entre os infortúnios da minha infância, lembro com destaque dos incômodos enjôos que fatalmente me acometiam em deslocamentos terrestres (em automóveis ou ônibus) e marítimos. Com o início de cada viagem (ou mesmo trajeto urbano), era súbito e precoce o mal-estar e a palidez que, num alerta aos acompanhantes, tomava-me a face. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=24&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="style1">Por Caroline Borja </span></p>
<p><span class="style1">Entre os infortúnios da minha infância, lembro com destaque dos incômodos enjôos que fatalmente me acometiam em deslocamentos terrestres (em automóveis ou ônibus) e marítimos. Com o início de cada viagem (ou mesmo trajeto urbano), era súbito e precoce o mal-estar e a palidez que, num alerta aos acompanhantes, tomava-me a face. Apavorante era o instante que precedia o alcance das pronunciadas curvas da rodovia Anchieta, no retorno para a Baixada Santista, e dramático o agravamento das náuseas que judiavam e culminavam com os inevitáveis, abundantes e desconfortáveis vômitos. Mais importante do que garrafas d’água, frutas, bolachas ou brinquedos – que, em geral, fazem parte das viagens dos pequenos – era o meu saquinho plástico, apetrecho primário, básico e indispensável.</span></p>
<p><span class="style1">Um estudo preliminar publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia, demonstrou a eficácia da Reabilitação Vestibular (RV) em crianças. A RV é o tratamento que visa o treinamento do sistema vestibular (das estruturas do vestíbulo). Na discussão do referido estudo, os autores relatam que “<em>uma das queixas mais freqüentes nessas crianças vestibulopatas* é a cinetose, e portanto, a limitação em participar de brincadeiras que envolvam o movimento, principalmente a rotação, elemento básico nos brinquedos de parques de diversões. Além disso, o movimento em transportes coletivos e viagens de carro em estradas longas e sinuosas é outro fator desencadeante de enjôos e vômitos. Tal fato é freqüentemente relatado pela mãe, que fica assustada com a palidez que a criança apresenta e sua apatia, imaginando tratar-se de um desmaio. As crianças, por outro lado, sentem-se envergonhadas por vomitar durante a crise, perto de pessoas estranhas que as ficam observando</em>”.</p>
<p>De acordo com a Divisão de Clínica Otorrinolaringológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), um dos métodos da RV inclui a “<em>utilização de exercícios físicos repetitivos como movimento de cabeça e olhos, movimento de tronco, brincadeiras com bola, andar com e sem movimento de cabeça e olhos, etc&#8230; que são ensinados em consulta e praticados em casa, repetidas vezes, de forma disciplinada</em>”.</p>
<p>Os autores do mencionado estudo preliminar “<em>apontam a Reabilitação Vestibular como uma opção válida no tratamento das vestibulopatias* na infância, uma vez que não houve casos não responsivos ao tratamento</em>”.</p>
<p>Segundo um artigo publicado na revista eletrônica “Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia” no ano passado, “a<em> RV, como medida terapêutica única é indicada com sucesso nos casos de cinetose</em>”. Os autores afirmam ainda que “<em>a RV previne patologias, pois a disfunção vestibular costuma comprometer seriamente a habilidade de comunicação, o comportamento psicológico e o desenvolvimento escolar</em>”.</p>
<p>Ao suspeitar de cinetose, não se automedique; procure orientação médica.</p>
<p>*O termo vestibulopata refere-se a indivíduos que apresentam algum tipo de vestibulopatia, isto é, doença do vestíbulo.</p>
<p><em>Referências:</p>
<p>Bittar RSM, Pedalini MEB, Medeiros ÍRT et al. Vestibular rehabilitation in children: preliminary study. Rev. Bras. Otorrinolaringol., July/Aug. 2002, vol.68, no.4, p.496-499.</p>
<p>Divisão de Clínica Otorrinolaringológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de<br />
Medicina da USP (FMUSP). http://www.hcnet.usp.br/otorrino/reab.htm</p>
<p>Mantello EK, André APR, Colafêmina JF. Reabilitação Vestibular no Tratamento da Cinetose. Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia, 2005, vol. 9, ed. 2.</p>
<p>Schmäl F, Stoll W. Neuronal Mechanisms and Treatment of Motion Sickness. Donnerer J (ed): Antiemetic Therapy.Basel, Karger, 2003, pp 98-112.</em></p>
<p>Intrigante e misteriosa era a alegria das outras crianças nos rodopiantes e vertiginosos brinquedos dos modernos parques de diversões. Mesmo fora desses brinquedos, que incrível habilidade era essa de girar e girar, copiosa e violentamente, sem acabar sobre um leito em vertigens e ânsias de vômitos?</p>
<p>E com freqüência, sob olhar ansioso de minha mãe, lá estava eu frente ao médico tentando verbalmente expressar as sensações que me comprometiam a infância. E análises precoces sugeriam labirintite; exames de sangue não revelavam mais do que ocasionais anemias; eletroencefalografias buscavam evidências de distúrbios neurológicos, como disritmia. Piores mesmo eram as leigas, equivocadas e inconseqüentes diagnoses: “é psicológico”.</p>
<p>Mesmo sem explicações coerentes e diagnósticos definidos, o dimenidrinato (Dramin) tornou-se importante aliado, embora sua eficácia fosse, por vezes, incompleta – quando não nula. E, embora alguém tivesse mencionado que meu tormento se encerraria com o amadurecimento – o que, de fato, ocorre em muitos casos –, já adulta eu ainda amargamente sofreria com as inúmeras viagens rodoviárias de Santos para Campinas, na época de mestrado e doutoramento na UNICAMP. E eram frustrantes as tentativas de aproveitar aquelas três horas de percurso (quando não havia congestionamento, sobretudo aquele típico engarrafamento da temporada na Baixada, que chegava a dobrar o período da trajetória) para leitura. Qualquer intenção de fixar os olhos em algum objeto que eu portasse nas mãos desencadeava ou intensificava o tal distúrbio.</p>
<p>Nas viagens aéreas, eu vim a descobrir o meio de transporte que tornaria meu martírio ainda mais intenso e penoso. E, até hoje, uma hora antes do embarque, o uso do dimenidrinato faz-se necessário. Não é à toa que as aeronaves dispõem desse medicamento que tanto alivia as vítimas de cinetose.</p>
<p>O que? CINETOSE. A cinetose, também conhecida como enjôo dos movimentos, indiscriminadamente, afeta viajantes terrestres, marítimos e aéreos e até usuários de elevadores. Tontura, enjôo, apatia, sonolência, palidez, sudorese fria e vômitos são alguns dos sintomas que caracterizam o distúrbio.</p>
<p>É verdade que a “minha cinetose” espontaneamente regrediu, possibilitando-me hoje viagens terrestres e marítimas sem prévio uso do dimenidrinato – as viagens aéreas ainda não o dispensam. Porém – seja em carro, ônibus ou avião –, para mim, nada de ler ou conversar (virando a cabeça para o lado ou para trás) durante as viagens, por mais curtas que elas sejam. Isso ocorre porque, ao fixar a cabeça em algo (ou alguém), os olhos enviam ao cérebro a mensagem de inércia (repouso), enquanto o vestíbulo percebe que estamos em movimento (o deslocamento do carro, do ônibus, do barco, do avião&#8230;). Você está parado, contudo está em movimento. Essa divergência de informações – com a qual a maioria das pessoas consegue lidar sem problemas – desencadeia a cinetose nas pessoas suceptíveis.</p>
<p>No vestíbulo (que fica no ouvido interno, localizado no labirinto) existem estruturas sensoriais, que permitem que mantenhamos o equilíbrio tanto quando estamos parados ou em movimento.<br />
</span></p>
<p><span class="style1">Publicado na coluna Ciência sem Mistérios (<a href="http://www.tudopraia.com.br/">www.tudopraia.com.br</a>)</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/24/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/24/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=24&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Azeite faz o intestino funcionar e previne doenças</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Mar 2008 17:35:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>carolineborja</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divulgação científica]]></category>
		<category><![CDATA[azeite]]></category>
		<category><![CDATA[azeite de oliva]]></category>
		<category><![CDATA[azeite extra virgem]]></category>
		<category><![CDATA[azeite refinado]]></category>
		<category><![CDATA[ácido oléico]]></category>
		<category><![CDATA[intestino preso]]></category>
		<category><![CDATA[olivas]]></category>
		<category><![CDATA[polifenóis agliconados]]></category>
		<category><![CDATA[prisão de ventre]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Caroline Borja  O consumo diário de azeite cru traz inúmeros benefícios à saúde, de acordo com diversos estudos científicos. Além de promover o bom funcionamento do intestino, o consumo de azeite reduz a ocorrência de doenças cardiovasculares (como a pressão alta), com a diminuição da concentração do chamado “colesterol ruim” (LDL), responsável pela aterosclerose. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=23&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span class="style1">Por Caroline Borja </span></p>
<p><span class="style1">O consumo diário de azeite cru traz inúmeros benefícios à saúde, de acordo com diversos estudos científicos. Além de promover o bom funcionamento do intestino, o consumo de azeite reduz a ocorrência de doenças cardiovasculares (como a pressão alta), com a diminuição da concentração do chamado “colesterol ruim” (LDL), responsável pela aterosclerose. O azeite tem sido indicado também como agente protetor contra o câncer.</span><span class="style1">De acordo com um artigo publicado na revista Arquivos de Gastroenterologia, de autoria de uma pesquisadora da USP, algumas das propriedades benéficas do azeite são atribuídas à presença, em seu conteúdo, de ácido oléico. Segundo a autora, “o azeite extraído de olivas contém o ácido oléico, mas também outros compostos destas sementes e ainda, dependendo do processamento para a obtenção do óleo, outros fatores podem interferir”. Ela explica que “o azeite extra virgem é o único que não é extraído por solventes, mas é obtido por compressão da oliva a frio, o que não altera a natureza da semente”, e que “este azeite, no amadurecimento, conserva melhor seus componentes, entre os quais, os polifenóis agliconados, característicos pelo odor do azeite”.</p>
<p>A autora acrescenta que “quando o processamento inclui o uso de solventes (azeites refinados), boa parte destes compostos fenólicos são perdidos”, o que “ocorre também quando o azeite é alcalinizado para reduzir acidez”. Por essa razão, “os efeitos benéficos do azeite de oliva irão depender do uso do óleo extra virgem, especialmente por seu conteúdo de polifenóis e com os seguintes efeitos principais”: inibição de radicais livres, do LDL e da agregação plaquetária e ação antitrombótica. “E como mensagem: preferir o azeite de oliva não tratado com solventes e refinado, mas o extraído diretamente das sementes”, finaliza a pesquisadora.</p>
<p>Com relação ao funcionamento do intestino, os efeitos resultantes do consumo diário de azeite são imediatos. Para obtê-los, basta regar os alimentos prontos com um pouco de azeite antes de consumi-los. Isso vale para crianças e adultos. Bom proveito!</p>
<p>Fontes:<br />
Angelis RC. Novos conceitos em nutrição: reflexões a respeito do elo dieta e saúde. Arq. Gastroenterol., São Paulo, v. 38, n. 4, 2001.<br />
Carollo C, Presti RL, Caimi G. Wine, diet, and arterial hypertension. Angiology. 2007, 58(1):92-6. Review.<br />
Covas MI. Olive oil and the cardiovascular system.<br />
Pharmacol Res. 2007 Mar;55(3):175-86.<br />
Fernandez E, Gallus S, La Vecchia C. Nutrition and cancer risk: an overview. J Br Menopause Soc. 2006 Dec;12(4):139-42. Review.<br />
Rique ABR, Soares EA, Meirelles CM. Nutrição e exercício na prevenção e controle das doenças cardiovasculares. Rev Bras Med Esporte., Niterói, v. 8, n. 6, 2002.</p>
<p></span><span class="style1">Publicado na coluna Ciência Sem Mistérios (<a href="http://www.tudopraia.com.br/">www.tudopraia.com.br</a>)</span></p>
<br /><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/carolineborja.wordpress.com/23/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/carolineborja.wordpress.com/23/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/carolineborja.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/carolineborja.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/carolineborja.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/carolineborja.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/carolineborja.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/carolineborja.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/carolineborja.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/carolineborja.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/carolineborja.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/carolineborja.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/carolineborja.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/carolineborja.wordpress.com/23/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/carolineborja.wordpress.com/23/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/carolineborja.wordpress.com/23/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=carolineborja.wordpress.com&amp;blog=2919601&amp;post=23&amp;subd=carolineborja&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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